Pessoal. Respondendo jocosamente a uma "provocação" do Guerra, contei um "causo" dos muitos que aconteceram nos bons tempos do glorioso Banespa. E não é que a moda pegou ? Fico feliz, porque, além de descontrair, cria uma cumplicidade muito saudável entre nós. Até pensei: algum colega paciente poderia ir colecionando as historinhas; daria um livro com tantas coisas engraçadas e boas do nosso passado. Se há alguém com paciência para tal, por favor, que se habilite. Isaias
O COLEGA MAIS INDICADO PARA ISSO,SERIA VOCÊ PROPRIO. EU MESMO TERIA DIVERSAS HISTORINHAS ENGRAÇADAS NOS MEUS 30 ANOS DE BANESPA.
NARCELIO PEREIRA
Mais uma. Outro dia comentei sobre um colega que, na cobrança, informou à ag. sacadora o falecimento do sacado e que a viúva continuava com o negócio aberto.
Pois bem esse mesmo colega, era "Sub-contador" (nomenclatura mudada para Chefe de Serviço) e estava na seção Cheques/OP. Seu funcionário tinha uma bomboniere que era dirigida pela esposa e levava sempre guloseimas, como bombons, dropes, etc. Mas elas sumiam rápida e misteriosamente. O funcionário era um gaiato e sempre bolava pegadinhas. Um dia ele pegou uma bala recheada com mel. Com uma seringa, retirou o mel e introduziu "azul de metileno". Fechou o buraquinho, embrulhou novamente e colocou entre os demais doces.
Pois bem, lá pelas tantas fui ao banheiro e encontrei o Sub-contador com a boca toda azul e desesperado tentando livrar-se da tintura, esfregando a região com sabonete e muita água. Não conseguiu, claro. Era ele o "criminoso". Esse Sub , aposentado há muitos anos, mora em S. Paulo e o funcionário, que chegou a Diretor do banco, mora em Santos. Duas figuraças. Isaias
Ivo, aconteceu o mesmo "causo" em Vitória. Um colega que trabalhava à noite, fazendo o serviço da compensação que era digitado no computador único da região - Banestes-Bco E.E.Santo-, tinha sempre o seu "lanchinho" roubado. Um dia ele colocou uma droga que mandou preparar numa "Pharmacia" e adicionou no lanche. No dia seguinte um guarda não foi trabalhar porque esta com uma diarréia tremenda! Guerra
Outro causo; certo colega quando se sentava no "troninho",gemia muito: ui, ai, ui, ai, até . . . O administrativo ficou sabendo que alguém quando ia ao "WC" gemia muito. Deixa comigo que vou pegar esse cara com a boca na botija, disse. O funcionário entrou fechou a porta e se sentou no "troninho". Aí começaram os "gemidos". O administrativo que estava espreitando, colocou um banquinho para olhar por cima e gritou: "que negócio é esse?" O funcionário, pego no "flagra" respondeu: "é minha hemorróida, dói pra caramba quando a m.. sai". Guerra
É interessante lembrar desses fatos já que aconteceram há mais de 30 anos. E ainda me lembro da cara de desapontado que o colega voltava quando a gente pedia pra ele buscar no almoxarifado a "chave de abrir conta" ou o "alicate de puxar saldo".rs rs rs rs PAULÃO
Quando trabalhei na agência de Palmital nos anos 69/70, havia alguém que todo o dia bebia o leitinho que o Arlei Holmo levava para beber. Um dia ele se encheu e colocou uns compridos de lacto purga no leite. Lá pelas quatro da tarde, quando o "remédio" fez efeito, tinha uns "neguinhos" que não saiam do banheiro. Saiu até as almas ...
Conclusão: Nunca mais ninguém tomou o leite do Arlei, nem quando ele oferecia. Ivo Prado
Isso me fez lembrar que quando eu trabalhava na agencia Campos Elíseos tinha alguem que sempre tomava os sucos, refrigerantes que ficavam na geladeira, e quando a gente ia tomar,cadê? Aí eu ganhei aqueles lactobacilos de fazer yogurte, e mantinha-os na geladeira, num copo, onde todos os dias tirava um pouco pra fazer o yogurte e colocava mais leite pra eles aumentarem, bom um dia cheguei pra pegar o copo e fazer o yogurte tive o desprazer de ver que alguem havia bebido os lactobacilos todos, bom não consegui descobrir quem foi, mas acho que nunca mais ele precisou tomar yogurte, porque com tudo que bebeu de lactobacilos... Darci
Me lembro ainda que um amigo nosso que se aposentou contando o tempo de trabalho rural no sítio do seu papai. Uma das provas que apresentou foi a foto dele montado numa vaquinha. Na festa de aposentadoria foi uma tremenda gozação, pois corria a notícia que aquela vaquinha foi a sua primeira namorada, a vaquinha mimosa (que rima com gostosa) com a qual debutou, e como a primeira vez ninguém esquece... Quando ele receber esta mensagem vai colocar as Barbas de molho... Na festa foi um tar de bumba minha vaca... Ivo
Por acaso vocês conheceram e se recordam da máquina de procurar diferença? Pedro Martinez
Pedrão, Tem gente procurando até agora. Por favor me passe o martelo para bater o caixa. Ivo
O que teve de novatos buscando as famosas máquinas de achar diferença, lavando carbonos copiativos, dando corda nas "facits", etc. Aposto que muitos daqui fizeram essas e outras coisas em seus primeiros dias de banespa. Eu??? Eu não, eu já era macaco velho quando entrei no Banco pois já trabalhava desde os dezessete anos e sabia das manhas. Ivo Prado
Minha esposa também trabalhou no Banespa de 69 a 74. Logo que ela entrou no banco mandaram fazer uma "sominha" na máquina; ela errou e perguntou como fazer para consertar; mandaram pegar uma borracha para apagar o erro e escrever certo.
Aí, toda a agência se aproximou para ver como ela ia fazer!!!!!!!!! Guerra
Em 1972 ou 73, em Porto Alegre, houve concurso. Escriturários novos já viram né? Eu era subchefe na contabilidade. Chegou um funcionário novo do cadastro solicitando uma folha de papel carbono pautado. Claro!! Quem mandou ele buscar o "carbono pautado" foi um sacana lá da seção de cadastro.
Não me fiz de rogado. Peguei um carbono novo, coloquei entre duas folhas de papel de carta, coloquei na maquina de escrever eletrica e pautei ela todinha.
Fui atras do funcionário pra ver de longe a cara do sacana quando ele entregava o carbono pautado. A turma da seção viu a minha sacanagem e quase mataram ele na gozação. Rossi
AMIGOS DO GRUPO, Nessa linha de relembrarmos as nossas engraçadas histórias do saudoso e verdadeiro Banespa, aqui vai mais uma:
Certa vez, ao receber um novo contínuo na agência onde eu exercia o cargo de subchefe de serviço, solicitei a ele que fosse ao almoxarifado e por favor, me trouxesse 4 pastas ,"redondas" para arquivo de cartas circulares, ele retornou dizendo que as mesmas estavam em falta no estoque e qual providência deveria tomar para sua reposição.
Lembro-me de um número incontável de historias como essa que ocorreram nos diversos lugares onde exerci toda a minha carreira( eu mesmo sempre contribuí com muitas delas) , todas de situações muito engraçadas e sempre , as "vítimas" eram convidadas para uma confraternização no final do expediente onde demonstrávamos toda amizade que existia entre nós, a "familia banespiana". Marcão. PS. em breve mandarei mais algumas.
E tem o casos trágicos, se não fossem cômicos. Tinha em Porto Alegre, pelos idos de 1963...1965, um sub-contador na época. Ao mesmo tempo que era pentelho era "meio curto das idéias" A agência era feia e mal acabada. Gelada no inverno e quentérrima no verão. Alguns ventiladores de pé, velhos e quebrados, foram mandados para o conserto. Voltaram tinindo de bons. Um dos ventiladores foi colocado para refrescar o ambiente desse sub-contador. Em dado momento o sub chamou o contínuo encarregado do assunto e disse: -"tem que levar esse ventilador de volta à oficina. Olha bem como tem hora que ele começa a girar pro outro lado". O contínuo quase teve uma crise de risos. Se alguém não entendeu nada, explico que o que o sub tava vendo era aquela ilusão de ótica, quando parece que o ventilador fica girando para o outro lado.rsrsrs.
De outra feita, esse mesmo sub, vendo que o contínuo que cuidava do arquivo morto estava separando umas caixas com documentos, perguntou: - Que que tu estás fazendo? - Separando documentos antigos para incinerar - respondeu o contínuo
- Mas.. tu vais incinerar pra onde, pra Matriz? Rossi
Teve um também que requisitou "uma cadeira para gerente sem braço". Como ele assinava os despachos ??????? Outro colega, em S. Carlos, trabalhando na Cobrança, anotou a seguinte ocorrência, para a ag. sacadora, devido ao atraso no pagamento de uma duplicata: "o sacado faleceu-se, mas a viúva continua com o negócio aberto e pagará assim que puder !" Isaias
Orly de Guerra, tem outras e muitas outra piadas sobre o dia a dia nas agências. Lembro-me até que havia uma coletânea delas, talvez alguém da lista possua a mesma e nos repasse. Lembro-me daquele "contínuo" que requisitou um crucifixo marca Inri, e que requisitou três carimbos com a seta para a esquerda e três com a seta para a direita. Ivo Prado
Consta que em determinada agência o funcionário do pessoal encaminhou a seguinte CI- Comunicação Interna - ao Depto. do Pessoal. REFERÊNCIA: COBRA - Anexamos atestado e comunicação de licença para tratamento de saúde do funcionário ......., tendo em vista o mesmo ter sido mordido pela epigrafada. Rossi
Também tenho uma para contar. Vocês lembram que a Dirpa tinha o código "CIM" para os móveis ( acho que queria dizer "código de informação de mobiliário") que ficava numa chapinha em cada movel do Banco? Pois é.. Lá no Serviço Social, chegou um dia, uma relação de móveis e foi ordenado para o contínuo marcar o "CIM" na relação. Ele tinha que olhar na chapinha e copiar o número no rol. Quando recebemos a extensa relação de volta vimos ao lado da descriminação do móvel, no lugar do código, marcado com esferográfica vermelha : sim, sim,sim,sim, sim.... Marli
Contam os mais antigos que um colega, hoje aposentado e residente em S. Carlos, nos seus 20 anos de idade, veio de Araraquara, para assumir aqui. Ao chegar na Agência, ficou parado na entrada, procurando uma "campaínha"...
É, daria para escrevemos alguns livros sobre os "causos" banespianos, dos bons tempos. Saudações palestrinas. Isaias
Isaias, Já que vc deu uma esticada no assunto, vou aproveitar, vai aí outra: um colega que desceu na estação da Sorocabana, tomou um taxi e pediu para levá-lo até a Matriz. O taxista, conhecedor da área, largou-o em frente a Igreja da Sé. Alonso
Isaías, sei não? Você me trouxe velhas recordações. Quando fui a Sampa pela 1ª vez para inscrever-me no 35º concurso do "grandioso e extinto BANESPA", eu e mais dois colegas, ao pedirmos informação de onde se localizava a "matriz" do banco, o policial perguntou-nos de onde éramos. Respondemos que de Vitória no Espírito Santo. Ele muito sério perguntou: onde fica isso? Um dos colegas oriundo das "Minas Geral" ficou nervoso. Aí falei-lhe no ouvido pra se acalmar porque o "home" era policial e seria bom evitar problemas. E aí, Isaías? Guerra
Isaias Vicente escreveu: Vai ver o guarda nem era paulista !!!!!! Ou então não era brasileiro, talvez um paraguaio disfarçado, pois já naquele tempo os produtos dos hermanos eram falsificados...
Falando em Sampa, no início da década 1960, um colega de S. Carlos, assumiu na Matriz. Um dia, passeando com os amigos, viu um objeto novo e estranho numa farmácia. Curioso, subiu no piso dele para saber as horas. Era uma balança com ponteiro...
Outro colega, por volta de 1963, também de S. Carlos, trabalhando na Matriz, certa noite foi jantar com alguns colegas no famoso Bar da Brahma, na Av. S. João. E não é que ele pediu uma "Antarctica" ??????? Parece piada mas são fatos verídicos. Como v. disse, recordar é viver. Isaias
Isaías, talvez ele fosse parente do famoso presidente do Corintia o Vicente Mateus que certa disse que ia comemorar o título paulista ligando para a Antártica mandar umas brahmas.
Chegou na agência de manhã, em Curitiba, de surpresa como sempre, identificou-se como inspetor e entrou. Foi fazer a primeira tarefa do dia. CONFERIR A RESERVA. Conferiu o dinheiro. Tava tudo nos conformes. O inspetor abriu uma gaveta do cofre e achou um monte de cheques de outro banco. - O que esta fazendo aqui esses cheques do Banestado.? Não sabem que não pode haver cheques na reserva, ainda mais de outro banco? Perguntou o inspetor já anotando a irregularidade. - Como de outro banco? Exclamou o responsável. - São cheques nossos e não tem nada que proiba. Foi ai que ele viu que tinha entrado no banco errado. Nome do inspetor? Rodolfo Curtullo. Foi meu Gerente Regional. História contada por ele próprio. Rossi
Certa vez chegaram na agência ao mesmo tempo um funcionário e um inspetor. Os dois, caladões, começaram a trabalhar. Um certo chefe de serviço tratou o funcionário por vários dias com privilégios, pensando que era ele o inspetor. (esse funcionário era mineiro - falava pouquíssimo e observava muito - coisa de mineiro!) No último dia da inspeção um grupo de comissionados resolveu levar o inspetor na "zona". A puxação e emoção eram tantas que um fuscão capotou. Ninguém se feriu, mas ficou registrado na história da agência. Guerra
Como canceriano tenho uma memória de elefante. Vou contar uma estórinha corrente na Adger, naqueles tempos. Tinha um contínuo, que era meio louco, o Zé Pedro, que trabalhava na Presidência. O pessoal do banco vivia dizendo que, aqui no Banespa, "metade é viado, metade é louco". Um dia, o novo presidente que havia assumido, querendo fazer média com o Zé, perguntou: " E aí, Zé? o pessoal aqui fala que quem não é louco, é viado. O que que você é?" O Zé respondeu: " eu sou louco, todo mundo sabe. E o senhor?"
O Zé vivia carregando uns livros de geografia debaixo do braço e era autoridade no assunto. Um belo dia sumiu, ninguém o viu mais. Três meses depois subí até a torre para fazer umas fotos e lá estava o Zé. O Banco tinha aberto a torre para visitação pública e sempre tinha muita gente o dia inteiro. O Zé, que de louco parece que não tinha nada, havia comprado 8 binóculos e alugava para os turistas, quietinho, calado; nunca mais quis voltar à Presidência.
Quer mais uma? O banco estava se modernizando e haviam acabado de comprar os "cérebros eletrônicos", da Olivetti, na época o supra sumo da tecnologia. Só que eles tinham de ser mantidos a uma temperatura baixa, ar condicionado, para não perder os dados armazenados. Ficavam ligados o tempo todo. Um belo dia, faltou energia às 6 horas da manhã e o ambiente começou a esquentar. O pessoal do turno da manhã entrava às 7 horas e ficava injuriado porque a chefaiada só chegava depois da 9, 10 horas. Aí um gaiato, para amedrontar um desses chefetes puxa-saco que existiam aos montes, que chegava antes do horário para ver quem batia o cartão de ponto do outro, soltou a pérola: "você tem de tomar alguma providência urgente!". O trouxa, sem saber o que fazer, pensou em ligar para o chefe de departamento para pedir orientação. Aí o gaiato falou: "não faça isso porque ele pode estar dormindo e vai ficar uma fera". O que devo fazer então. Aí o malandro sugeriu: "liga para a Antártica, que fica aqui perto na avenida do Estado e pede umas barras de gelo, para ir quebrando o galho". O rolo se tornou público quando os entregadores, com o caminhão parado na porta do Altino Arantes quiseram subir com as barras de gelo (aquelas de metro e meio) e o ascensorista não deixou, para não molhar os elevadores....bons tempos!
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