Petroleiros vão discutir mudanças no fundo Petros em congresso


Os petroleiros devem discutir mudanças na Petros --o fundo de pensão da categoria-- no próximo congresso da FUP (Federação Única dos Petroleiros). Como o congresso acontece tradicionalmente em junho, os petroleiros avaliam a possibilidade de antecipar o encontro.

"Outra possibilidade é realizar um congresso extraordinário para avaliar só as questões da previdência complementar", disse Paulo César Martin, diretor da FUP e representante dos participantes no conselho deliberativo da Petros. "Tem que ocorrer no final de março. No máximo, na primeira quinzena de abril."

Entre as principais mudanças está o encerramento do atual plano Petros (benefício definido), criação de um novo plano (contribuição definida). Todas essas mudanças serviriam para evitar a formação de novos déficits atuariais. O atual rombo de R$ 8 bilhões deve ser pago integralmente pela Petrobras.

Aposentados

Como a criação do novo plano, os aposentados perderiam a isonomia existente hoje: recebem o mesmo reajuste dado aos trabalhadores da ativa. O reajuste dos benefícios passaria a seguir um índice de inflação --INPC ou IPCA.

Para compensar essa diferença, os petroleiros sugerem a revisão dos valores destes benefícios desde 1998. "Queremos recompor os valores dos benefícios por algum tipo de índice de inflação. Dessa forma, os valores seriam recompostos antes de passarem a ser corrigidos por uma nova sistemática", afirmou Martin.

Segundo ele, os novos funcionários seriam integrados ao novo plano de previdência de contribuição definida. Já os trabalhadores da ativa manteriam as reservas acumuladas no plano atual e passariam a contribuir para o novo plano. Na hora de se aposentar, os trabalhadores receberiam a soma das reservas do plano antigo e do plano novo, de contribuição definida.

Eleição

Começou ontem a apuração dos votos para eleição dos representantes dos participantes nos conselhos deliberativo e fiscal da Petros, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras. A apuração deve ser encerrada amanhã.

Pelo estatuto da Petros, os participantes têm direito a três dos seis lugares do conselho deliberativo. No conselho fiscal, os participantes têm dois dos quatros assentos.

Em cada um dos assentos dos participantes, pelo menos um lugar é destinado a um representante dos aposentados. Como no conselho deliberativo são três lugares, um é dos aposentados, outro é dos trabalhadores da ativa e o terceiro, do mais votado --podendo ser tanto da ativa como dos aposentados.

Entre os candidatos à vaga do conselho deliberativo está Paulo Cézar Martin, que tenta a reeleição. Os outros dois representantes dos participantes --Fernando Siqueira e Yvan Barreto-- terão seus mandatos encerrados em 2006.

No conselho fiscal, o mandato que está acabando é de Carlos Augusto Lopes Espinheira (funcionário da ativa), que tenta se eleger como representante dos participantes no conselho deliberativo.

Podem votar na eleição da Petros 53 mil aposentados e 37 mil funcionários da ativa.





344 - 23/02/2005
CEleste Viana

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